sábado, 21 de abril de 2012
Sabes o que eu queria agora?
Queria o teu corpo aqui, deitado ao lado do meu. Queria a minha cabeça debruçada no teu peito, enquanto os teus braços entrelaçavam no meu corpo e as nossas mãos se unissem.
Queria ficar assim contigo, tanto nesta como em todas as outras noites, a ouvir a tua respiração. Sentir-te realmente ao meu lado, contemplar o teu corpo, o teu jeito e cada beijo que fosse surgindo.
Queria deixar-me de uma vez por todas de imaginações. Queria deixar-me de criar este tipo de imagens na minha cabeça e passar de uma vez por todas ao real.
Deixar de me agarrar á almofada com tanta força como se fosses tu que lá estivesses e começares a ser tu a minha verdadeira almofada, o meu aconchego, o meu repouso.
Queria deixar de ler e passar a ouvir o “AMO-TE” de todas as noites, de cada final do dia. Queria que me sussurrasses essa linda palavra ao ouvido, como fazes cada vez que estamos juntos.
Não queria que me dissesses que vais estar a dormir aqui ao meu lado agarrado a mim, simplesmente queria que cá estivesses, sempre.
Queria de uma vez por todas a tua companhia, o teu abraço, o teu calor.
Queria que me cobrisses as costas com a tua calma, queria sentir as tuas mãos a deslizar pelos meus braços, queria arrepiar-me com todas essas coisas antes de adormecer. Queria beijar-te como uma maneira de dizer «boa noite» e queria acordar com um beijo leve e calmo na testa, e ouvir, no teu tom de voz perfeito: “bom dia princesa”, acompanhado por um sorriso estupendo, que é o teu!
O amor?
O amor é o resultado de uma receita criada por cada duas pessoas, por cada casal.
O amor é um montante de ingredientes que surgem das profundezas de dois corpos. Ingredientes esses usados jamais para alguma coisa, ingredientes que se calhar nenhum de nós imagina que tenhamos, que desconhecíamos mas que juntamente com um outro alguém, sendo esse alguém ‘o tal’ ou ‘a tal’ conseguimos descobrir.
Assim, conseguimos fazer quase que uma viagem por nós próprios e é numa viagem como essa que descobrimos que temos um paraíso dentro de nós. Descobrimos, finalmente, que temos algo de bom. Algo puro e verdadeiro.
Um sítio perfeito mas fechado. Fechado por nós.
Enquanto fechado, com acesso limitado ao dono vamos decorando esse sítio. Vamos adquirindo sentimentos e emoções e é aí que vamos guardando tudo isso, vamos tornando esse sítio cada vez mais bonito. Vamos preservando tudo isso até chegar o dia, até chegar a hora, até chegar a nossa vez.
Até o dia que chega alguém, mas não é um alguém qualquer, é ‘aquele alguém’. Aquele há muito esperado, aquele que com o qual sonhávamos, de uma maneira subentendida. Aquele que mexe connosco, que nos deixa com borboletas na barriga cada vez que se aproxima. Aquele que nos deixa parados no tempo, com um sorriso parvo mas extraordinário, estampado no rosto. Aquele que torna o dia mais bonito, mais preenchido, mais colorido. Aquele que nos deixa com o coração a mil á hora. Aquele que nos deixa com um bom humor único. Aquele que é a peça mais importante, é a peça fundamental, a peça essencial, a peça que falta para que aquele espaço, aquele sitio que está fechado.
É essa peça que vai tornar esse lugar perfeito!
É essa pessoa que nos vai fazer abrir de uma vez as portas desse sítio e é essa pessoa que vai lá habitar, juntamente connosco. No nosso coração, na nossa vida!
Esse vai ser um mundo só nosso, vai ser o nosso mundo!
Esse sítio é o meu coração. É ele que te vai acolher, é ele que vai ser sempre o teu ponto de abrigo. Ele vai ser a tua casa!
É ele aquele cantinho vivo, cheio de luz, quentinho e com muito amor para te dar. É o perfeito coração que vai funcionar sempre enquanto tu lá permaneceres. Enquanto tu existires, enquanto nos amar-mos!
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