"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

sábado, 17 de março de 2012


Enquanto umas coisas avançam as outras ficam para trás.
Ás vezes não existem recompensas, só exigência e rigor em trabalho. Não dá para parar, não dá para repousar. A pressão vai aumentando, e o tempo já é escasso e temos de conseguir conjugar umas coisas com as outras, e não lhes importa a dificuldade que possamos ter nisso, ou o trabalho que isso nos pode dar.
Supostamente é para o nosso bem e a nossa obrigação é cumprir, o problema é que às vezes não dá mesmo.
Talvez seja falta de vontade com um pouco de falta de tempo. A partir de agora o tempo vai ser contado hora a hora e, provavelmente, algumas vezes minuto a minuto. Vamos ter de arranjar maneira de não nos despistarmos pelo caminho, seguir sempre na mesma faixa e, sobretudo, tentar melhorar tudo neste curto espaço de tempo.
Se for possível, dar o nosso melhor e mostrar que somos capazes e que é isso que queremos. Mostrar que estamos nisto e que queremos cá estar e continuar.
É altura de previsões, onde uns andam para a frente e outros para trás, simultaneamente. Já não se liga aos sinais de stop, não há tempo para parar. Mesmo que o semáforo esteja vermelho não se para, afinal acaba por ser uma maneira de nos perdermos e de ficar para trás. Estamos numa altura do campeonato em que já se trata um bocado de competição e isso não permite deslizes.
É a etapa final e essa é a que custa sempre mais.

sexta-feira, 16 de março de 2012


É o teu mal, e o de milhões de pessoas.
É um bocado difícil lá chegar, mas tudo se consegue com jeito e com tempo.
É pena que a vossa base sejam histórias de encantar e/ou desenhos animados com histórias demasiado felizes. É pena que nessas histórias só vejam isso e não vejam que são enganadoras. Se calhar o objetivo ao criarem histórias assim é mesmo facto de serem diferentes, afinal de contas não existem finais felizes, existem só finais. Só o facto de esses existirem é triste e quando chegam é, normalmente e para pelo menos uma das personagens em cena, um desastre.
É isso que vos falta, perceber que há coisas que não passam para da televisão para o nosso lado. Há coisas que não ultrapassam a ficção.
Eu não digo isto com satisfação, até porque também acho isso uma estupidez, e quem me dera a mim que uma história que comece jamais acabe. Queria acreditar que a partir do primeiro momento, do primeiro beijo vai ser tudo melhor e vai ser sempre mais. Vai ser sempre a crescer e nunca a diminuir. Quem me dera que não existissem descidas, e que fosse tudo a subir, mas a verdade é que nada é assim. Nada é definitivo e nós já devíamos aprender a lidar com isso. Embora custe a única alternativa é aceitar e passar á frente, na espectativa de que melhor está para vir e até lá só temos de continuar o nosso caminho.
Temos de acreditar nas nossas capacidades e no futuro. Temos de confiar, e mentalizarmo-nos de que somos capazes e que conseguimos ser superiores.
Aprendam a distinguir as coisas. tão depressa está tudo bem como de repente já está tudo mal. É como o tempo: tão depressa está sol como num instante começa a chover.
E o quê que tu fazes nessa altura? tentas abrigar-te, então tens de fazer exatamente o mesmo para o «primeiro caso», quando te deixarem tens de arranjar outro porto de abrigo.
Isto não significa partir logo para outro, significa seguires porque ainda vais encontrar alguém que te ajude a construir uma cabana, e alguém te que te dê um lugar ao sol e se calhar alguém que te trate como tal.
E vês? É só ir buscar casos reais, apesar desses serem sempre um pouco negativos a esperança nunca falha e essa vai, de certa forma, tornar as coisas mais positivas.