"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Hoje ao ver a chuva que caía intensamente lá fora, através da janela, lembrei-me de te ir buscar. Tirar-te do armário depois de muito tempo sem pegar em ti.
A verdade é que precisava de alguma coisa quente que me cobrisse o corpo que estava gelado, precisava de algo que me aquecesse então lembrei-me de te ir buscar.
Tirei-te do armário e estendi-te por cima de mim, conforme a tapares-me totalmente o corpo, de modo a não entrar nem um bocadinho de frio.
Quando me estiquei e te subi até á cabeça senti uma dor que me correu as costas de baixo a cima e, depois, de cima a baixo juntamente com um arrepio que me percorreu todo o corpo.
Depois? Depois, não sei como, perdi a noção de tudo, a noção do tempo, do espaço, de mim. Só sei que antes de «adormecer» tinha alguém sentado aos meus pés, alguém a falar para mim e sem mais nem menos acordei. Não dei conta de mais nada, só mesmo de acordar.
Quando abri os olhos já estava sozinha, com uma manta estendida por cima do meu cobertor, a única coisa que se mantinha era a chuva. Lembro-me de olhar para a janela e essa continuar embaciada e preenchida de gotas de água que iam escorregando quando uma outra gota se juntava.
Entretanto ocupas-te o meu pensamento.
Deixa-me então que te diga que esta noite tornei a sonhar contigo e que ainda estou á espera do dia em que vais estar deitado aqui á minha beira, a fazer-me festas no cabelo, como tanto gostas, num abraço continuo e apertado, debaixo deste meu cobertor grande e quente, neste ou noutro sofá qualquer, a ouvirmos a chuva a cair e a admirarmos o momento. Estou á espera do dia em que vou adormecer descansada porque te tenho ao meu lado e não ter de ficar a pensar onde é que estás, se estás ao frio, á chuva ou se estás mal e/ou se por acaso não consegues adormecer.
Ainda espero o dia em que vou ter companhia ao deitar-me, e que essa companhia sejas tu. Espero pela manhã em que vou acordar com o teu braço debruçado no meu corpo, aquela ‘festinha’ no nariz e um beijo teu. Espero por aquele em que, logo depois de acordar, a primeira coisa que diga, seja o teu nome, meu amor!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O amor? Oh, o amor.
É um doce e por vezes é amargo. Uns dias melhor outros pior. Uns dias mais alto, outros mais baixo.
O amor é cego, é mágico, é um abismo. Quando caímos nele pela primeira vez jamais saímos de lá. É aquele sentimento que quando se entranha em nós nunca mais nos larga.
Eu acredito que é aquele sentimento que nasce connosco mas é ao longo da vida que vamos aprender a viver com ele, é quando nos apaixonarmos que vamos aprender a lidar com isso.
Com o passar do tempo ele vai mostrar-nos que existem duas faces, vai mostrar-nos que tem um lado positivo e um lado negativo e quando o conhecermos tal e qual como ele é, quando o apanharmos não só em dias bons mas também em dias menos bons vamos perceber que nem ele é perfeito, que nem ele é certo. Vamos ver que ele também nos desaponta, também nos prega partidas.
Vamos aprender o que é perder, vamos saber que o amor só é feliz enquanto existe e, essencialmente, quando é retribuído e que quando deixa de existir não é amor, é sim algo triste e com isto vamos ver que, embora ele não nos largue nós vamos ter de o largar muitas vezes. E o arrependimento faz parte. Vamos ficar com peso na consciência, vamos questionar-nos se foi mesmo o melhor para os dois ou se não. Vamos perguntar se teria mesmo de ser assim ou se ainda havia volta a dar.
Vamos ter sempre a impressão de que se calhar se naquele dia não tivesse aquela atitude as coisas podiam ser bem diferentes, vamos pensar que se calhar se não tivesse dito aquilo assim, daquela maneira, as coisas não viessem a ficar como ficaram ou até mesmo a acabar.
Vamos culpar-nos sempre mas vai haver, também, uma vez que te vais sentir culpado (a).
Vai chegar o dia em que os teus defeitos vão ser postos em causa e tu, se não souberes lidar com isso, vais levar o assunto como uma provocação, um desgosto.
Vais ouvir ou ler as coisas e, provavelmente, vais pensar que estão a dizer que já não gostam de ti, que já não te amam.
Mas é mesmo assim, o amor chega a um certo ponto que já não tolera alguns defeitos. Chegamos a uma fase em que a ideia é sermos adultos, os dois, juntos! É tornarmo-nos realmente um casal e não um simples par de namorados que passeiam de mão dadas na rua, que se beijam loucamente, mas sim vamos passar a ser duas pessoas adultas, que se beijam intensamente, que sabem a altura certa para beijar, que escolhem o minuto perfeito para abraçar e andam de mãos dadas porque o amor realmente existe, porque querem a proximidade um do outro, querem sentir que estão lado a lado, querem sentir-se protegidos e bem.
Porque realmente amar tem um significado especial e o amor faz sentido.
Porque amor não é só na cama mas sim em todo o lado. Amor é um sentimento que se vive em qualquer lado e pode ser demonstrado com palavras, com olhares, não é necessariamente algo perverso.
Porque o amor exige trabalho, paciência, dedicação e coração. O amor é o único que, quando nos invade verdadeiramente, nos consegue ir buscar características próprias, nossas, consegue ir ao mais profundo de nós.
Sim, exige-nos muita coisa, mas quando gostamos mesmo nós estamos dispostos a tudo, nós cuidamos, nós aguentamos, até porque «quem anda por gosto não cansa».
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