
Eu podia acreditar que, se fizesse um esforço para (tentar) perceber essa vossa personalidade, conseguiria obter respostas para muitas das questões que tenho feito.
Podia mentalizar-me que seria bom, que me iria fazer bem, mas não há nada que me faça acreditar nisso. Não existe nada que me consiga fazer mudar de ideias.
Até agora, a maioria das situações que apreciei, de outras pessoas, e outras que eu mesma vivi, me mostraram que nós, raparigas, a partir do momento em que nos sentimos atraídas/ apaixonadas não temos olhos para mais nada. Já nada desperta a nossa atenção, se não tudo o que tenha haver com a pessoa
“amada”. O nosso pensamento é invadido, de imediato, pelo sortudo que, ás vezes, nem valor dá esse maravilhoso ‘lugar’ que lhe é atribuído. Alguns nem dão conta de que o papel que tem é o principal.
«Nós» dá-mos o melhor que podemos para que esta história tenha, em primeiro lugar, inicio, e depois, continuidade, mas no meio de tudo isto, onde ficamos e como seremos nós? será que temos o valor que eles tem? Será que o papel principal é nosso? Será que temos existência?
A partir daqui surge uma divisão no ‘nosso grupo’. Cria-se então o ‘grupo’ das : que (talvez) sim, tem importância! ; e o ‘grupo’ das : que não são nada!
Isto nunca irá distinguir as melhores das piores, nem as sortudas das azarentas, porque o que acontece num dia a umas pode acontecer no “dia seguinte” ás outras. Aliás, tanto as de um ‘grupo’ como as do outro podem acabar por sofrer, afinal quem é que nunca se ‘magoa’ quando entra no mundo, que dizem ser encantado, do
amor?! A diferença com que, até agora, ainda não me conformei é, o porquê de “Nós” despejar-mos uma grande
importância para cima do ,TAL ‘principe encantado’ , e eles, ao invés, despejarem para cima de nós, uma tonelada de
ignorância.