"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Somos perfeitos a arranjar.
O quê? Tudo! somos ideias em desculpas, em invenções, em maneiras de ter ou fazer aquilo que queremos. Somos despachados para dar tempo para o que realmente queremos. Fazemos só para adquirir o que pretendemos. Caímos em promessas porque somos ‘parvos’.
Ninguém nos garante que é verdade. independentemente de ser uma promessa, não significa que sejam cumpridas.
Somos loucos! Somos crentes. Parece que ás vezes nos passa uma ‘coisa qualquer’ á frente dos olhos, capaz de nos vidrar a algo, impedindo-nos de ponderar sobre tal coisa. Qualquer coisa que faz com que nos preocupemos SÓ com aquilo. O nosso pensamento é isso. Torna-se um desejo. Chegamos mesmo a sonhar com isso, consecutivamente, até obtermos o que é pretendido.
Como costumamos dizer: fazemos de tudo!
Nessas alturas nem nos importamos de ajudar os pais. Não nos importamos de limpar a casa sozinhos, para que reparem que estamos realmente empenhados para tal objectivo. Não nos importamos de ir á missa, nem de nos levantarmos cedo só para fazer companhia á mãe, na sua caminhada matinal. Não nos importamos de cozinhar. Aliás, até nos oferecemos. Voluntariamo-nos só para agradar. Eles chamam, nós vamos logo, logo a correr. Não vacilamos. Na nossa cabeça : não podemos perder tempo, nem deitar a perder uma oportunidade de os ‘convencer’ de que realmente merecemos.
E agora? O que é que fazemos para ter uma vida melhor? O que é que pedimos para ter sorte?
Nada. Não podemos pedir. Não nos adianta pedir. Ninguém nos pode dar. Os pais já não nos podem dar isso. É inútil.
Agora percebo que realmente fiz tanto por um simples telemóvel, por uma simples camisola, calças, ou vestido. Fiz tanto, por tão pouco. Fiz ‘tudo’ por ‘nada’.
Não me arrependo. Paciência. São ‘coisas da idade’.
Hoje só peço que tudo dê certo. Só peço para me entenderem, para me deixarem, para me darem uma oportunidade. Hoje tenho um objectivo, mas é um objectivo diferente. é para durar o resto da vida. é um de ‘longo prazo’.
É um objectivo que depende de mim e não dos meus pais. Quem tem de trabalhar para ele, sou eu. Quem tem de fazer por ele, sou eu. A minha vida é isto. É esta luta, é esta felicidade, és TU! E eu só tenho uma coisa a pedir, e é a ti: nunca me deixes! Pelo menos, tenta!

I LOVE YOU SO MUCH!

Fuck off!


Não, não avanço sem antes pensar. Cada passo que dou é uma ‘aventura’, e eu ainda digo que não sou radical.
E se tropeçar? E se cair?
Pois é. não sei, não sei o que vai mas sei o que pode acontecer. Sei que o piso pode estar molhado e eu posso escorrer a qualquer momento. Sei que posso tropeçar.
Eu sei lá se o piso é de areia, e se não vou acabar enterrada nele. Eu não sei de nada. Eu limito-me a preparar-me metal e psicologicamente. Ás vezes sofro por antecipação, mas ao menos estou preparado para o melhor e para o pior.
Sim, sou pessimista, mas no mundo em que vivo e com as coisas que se passam á minha volta como é que eu posso pensar positivo?
Eu tenho esperança. Tenho mesmo. Isto vai mudar, mais tarde ou mais cedo o ar vai estar menos poluído, e os dias vão ser mais limpos. Vou ter gosto em levantar-me da cama, e pôr-me a caminho para a escola.
Eu sei que todos temos ‘inimigos’, eu não peço para os removerem da minha vida. eu sei perfeitamente, que vou viver toda a vida com alguém que não gosta de mim e vice-versa. Eu só peço para reduzirem alguns. Só peço para removerem um bocadinho que seja.
Eu já não aguento tanta merda junta! -.-