"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Dizemos todos ser fortes. Somos capazes de gozar com os outros que tem medo de coisas ‘parvas’ como por exemplo: medo do escuro, ou de estarem sozinhos em casa.
Rimo-nos deles sem pensar sequer em arranjar uma maneira de os perceber. É mais importante na vossa cabeça gozar com os que , neste aspecto, são mais fracos do que vocês, do que tentarem saber as razões de algo ser assim, tão assustador para eles.
É realmente mais fácil passarem por uma pessoa, vê-la a cair no chão, e rirem-se dela do que irem ao pé dela e perguntarem: está bem? Magoou-se?
Preferem ver uma pessoa com alguma coisa colada á roupa, para que toda a gente se ria, do que ir ter com ela e dizer-lhe: colaram-te alguma coisa na camisola.
Basicamente todos passamos por isto, todos pregamos partidas, e rimo-nos das partidas que pregam aos outros.
Mesmo assim, enquanto que para alguns essa fase ‘já lá vai’, para outros permanece.
A estupidez é, certamente, algo que toda a gente possui, mas em algumas pessoas ultrapassa o limite.
Algumas pessoas vivem disso, algumas pessoas conseguem ser completamente estúpidas. Mas uma coisa é certa, normalmente quem se ri da estupidez dos outros é ainda mais estúpido.
Uma coisa é felicidade, outra é gozo. Uma coisa é piada, outra é palermice.
Olha á tua volta, não vês nenhum mar de rosas pois não? então abre os olhos. Faz do teu mar, o melhor. Rema á tua maneira, e na direcção que queres, não te limites a seguir os outros. Esses que ás vezes parecem os melhores e os ‘maiores’ porque se riem de toda a gente, e ninguém se ri deles, mais á frente acabam por se afundar. Acabam por perder tudo.
Esses não são, nem nunca foram melhores que os outros, simplesmente mostraram-se assim, mas no fim acabam sempre por mostrar quem realmente são.

Sê tu mesma (o), acredita que consegues ser superior e melhor que todos esses.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

os monstros também podem ser perfeitos!


Qualquer coisa é suficiente para me distrair.
Pode ser uma folha, que é guiada pelo vento. Pode ser uma onda do mar; uma pessoa na estrada; um animal a dormir; uma imagem; uma música; uma palavra,… tudo, praticamente.
Independentemente do que seja, é motivo para eu desligar completamente, e pensar só naquilo. Só sobre aquilo, só ver aquilo.
Basta olhar para trás. Simplesmente fecho os olhos, e recuo no tempo.
Era tudo tão diferente. só o inicio é motivo para me ‘preocupar’. Muita coisa mudou, e eu faço parte delas.
Arrependimento? Não. jamais. Estou melhor. Estou feliz comigo mesma, e por mim. Por ter deixado de ser quem era, e por ser quem sou, hoje.
Por ter aberto os olhos, a tempo. Por ter feito tudo a tempo. Por ter agido como agi.
Cada erro tem um valor, e cada coisa que aprendi, vêm daí, de erros e de ilusões. Da inocência; De acreditar em tudo o que me diziam.
Agora? Agora não sou «tábua rasa» . Sou desconfiada, mas também sei confiar.
Não é qualquer um que tem o meu respeito, e o meu valor. Não é qualquer um que tem a minha atenção, nem é qualquer um que tem a minha consideração.
Muitos já foram. Muitos são apenas ‘figurantes’ na história da minha vida, e alguns desses julguei serem as personagens principais.
Á uns tempos para cá aprendi que “nem tudo é o que parece”.
Podes ser muito bonita por fora, podes ter uma aparência deslumbrante capaz de deixar qualquer pessoa a olhar para ti, e a desejar ser igual, mas por dentro? Por dentro és um imenso vazio. Por dentro não tens nada do que mostras ter. tens o ‘dom’ de deixar qualquer pessoa a imaginar-se com o teu corpo, mas não passa disso.
Tu que és feia por fora, podes ter uma aparência ‘desagradável’, podes ter espinhas e borbulhas na cara; podes usar óculos, podes ter um cabelo que não tem nada a ver com o de uma barbie, podes vestir-te mal, mas por dentro? Por dentro tens tudo aquilo que alguém sonhava ter. tens sentimentos. tens uma fantástica capacidade de pensar, um interior bem preenchido, ocupado com coisas importantes, tens um maravilhoso coração, TENS SENTIMENTOS.
Tu que pensas que a aparência é tudo, nunca irás saber o que é ter alguma coisa.
Enquanto não aprenderes e não conseguires tentar fazer uma separação daquilo ou daqueles que ‘prestam’ dos que ‘não prestam’ não vais viver, minimamente, livre, satisfeito e feliz.