"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Eu posso não perceber nada disto, mas já assisti a muitas ‘cenas’ deste tipo, então eu vou dizer-te: as ruas são completamente vossas enquanto desfilam, a verdade é que são mais as pessoas a assistir do que a participar; usam esse espaço á vossa maneira, podem correr, cantar, rir, chorar, cair, dançar… afinal é o que a maioria faz, é só fazer igual.
A questão é: quem és tu no meio de todos os outros palhaços todos? nada mais nada menos que mais um.
Parabéns tens público, mas só uma coisa no meio de todos os outros nem te distingues. És uma pessoa pequena, mas consegues ser uma grande porcaria.
Sabes? Já tive na estrada a fazer as mesmas figuras que tu, já estive no teu lugar e lembro-me perfeitamente de ter levantado a cabeça e começar a dançar só para mostrar a certas pessoas, que assistiam, que estava bem assim. Estava melhor e feliz como, supostamente, podiam ver. O problema é que quando fingimos a mascara acaba por nos cair da cara, mesmo que não queiramos. As pessoas desmascaram-te ali no momento se for preciso, e muitas vezes nem te apercebes disso.
Sabes uma coisa que eu reparei em ti? Reparei que tu não te deixas afectar com o público que tens, antes pelo contrário, tu gostas é de o ter.
Até aumentas o volume da tua voz. Cantas mais alto e tudo. mais uma vez parabéns.
És mais parva do que o que eu pensava. Diverte-te lá com uma mascara na cara, diverte-te a tentar fingir. A tentar disfarçar quem és. Aproveita este dia, realmente é uma boa oportunidade, e não deves ser a única a fazê-lo. Se gostas tanto pronto, dá-te ao trabalho.
Eu já te conheço bem, já te tirei a pinta á muito tempo, ‘palhaço’.
Só mais uma coisa, esse ‘meio disfarce’ é a tua cara, e na verdade não disfarça nada, só mostra ainda mais aquilo que és!

sábado, 18 de fevereiro de 2012


Eu ás vezes olho á minha volta e não quero acreditar no que vejo. Eu ás vezes olho para ti e não te quero conhecer.
Eu olho para trás e não vejo nada, realmente, forte que possamos ter tido. Não vejo razões que me levassem a gostar de ti como gostei. Não vejo nada que me fascinasse tanto, ao ponto de se ter passado o que se passou entre nós. sim aquilo que eu, ainda hoje, não consigo entender e explicar, só sei dizer: ‘foi algo estranho; algo diferente’. se tive a reacção que tive, quando tudo começou (se é que chegou a começar alguma coisa) foi mesmo por impulso. Senti-me obrigada a fazer aquilo, senti que era a altura, era a oportunidade. Pensei que não valia continuarmos parados no banco a ter conversas que ás vezes nem interessavam a ninguém. Pensei que se calhar fosse o melhor para conseguir entender o que tu sentias em relação a mim, e também um pouco para ver a tua reacção.
Arrependimento? Sinceramente não, independentemente de tudo não guardo ressentimentos de nada.
Estou feliz porque nos damos bem, e sinto que estás a dar mais por esta amizade, do que pelo que deste, ou deverias ter dado, anteriormente. Estou bem porque a tua ignorância desapareceu. Estou feliz porque me aceitas e reconheces como amiga. Estou feliz porque estás tanto nisto como eu, e é assim que tudo deve ser, sempre!