"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


Acabou, ponto final. Chegou a nossa vez, agora é connosco.
A vida é assim, feita de altos e baixos. Uns dias maré vaza, outros dias maré cheia. Nós enchemos. Já não existem ‘pocinhas’ e rochas á nossa volta, que nos ajudem a remediar as coisas, ou pelo menos não as levar tão longe. Já não existe nada que nos resguarde, que não nos deixe ir ao fundo. Nós já fomos! O nosso barco afundou. Deixamo-nos levar pelo temporal, viramos, e tudo o que era nosso morreu. Ficou ali, no momento em que tudo se virou (completamente) de pernas para o ar. Cada uma se salvou, mas o que era nosso ficou lá, tudo o que tínhamos naufragou.
A vida é mesmo assim: salve-se quem poder.
Nós saímos salvas disto, mas ficou lá uma parte, uma parte daquilo que éramos, em conjunto. Agora rema cada uma para o seu lado, e cada uma no seu barco.
Agora a nossa história são folhas soltas. Voaram do caderno, agora esse encontra-se vazio.
Eu rendi-me, sim fui a primeira, melhor fui eu. Fui eu que falei, e tomei a iniciativa de meter um ‘travão nisto’, ou melhor, fui a primeira a abandonar o barco. Fui a primeira a saltar borda fora. Sim fui eu! Mas isso não significa que seja a que menos se magoou com tudo isto. Posso ser a mais fraca, mas tenho sentimentos, e se fiz o que fiz, foi porque achei o que seria melhor, o que seria justo, porque estávamos numa história que dizíamos ser uma coisa mas, infelizmente, já era outra. Se alguma vez me acanhei em dizer-te alguma coisa, foi porque olhei a nós, olhei ao que se estava a passar, e se quiseres não te acredites, mas esta é a verdade. as coisas já não estavam em condições, e eu não as quis piorar, porque já sabia, mais uma vez ia ‘sobrar’ para mim. mais uma vez a culpa seria minha, mais uma vez discutíamos, mais uma vez dizíamos coisas horríveis uma á outra. Agora que te contei percebi que afinal não preveni nada, simplesmente dei mais três semanas á nossa história. Dei mais tempo, deixei que as coisas ficassem como estavam por mais 23 dias, ou nem isso.
Desculpa se achei que seria a melhor maneira, desculpa se acabei por piorar, desculpa se não tomei a decisão certa, e se não tive a melhor atitude ao ‘esconder-te isto’ durante esses dias. Desculpa se não fui capaz de fazer a melhor escolha, ou tomar a melhor decisão.
Mas do que é ou era nosso, ambas tivemos a culpa, não foi só por um deslize meu que as coisas chegaram onde chegaram. A culpa aqui é das duas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


Da mesma maneira que dás os conselhos ás pessoas, começa a guarda-los também para ti. Vão fazer-te falta.
Na altura também eu dizia que é fácil falar para quem está de fora, claro que é. É diferente. quando eu passei um mau bocado tu deste-me conselhos, e eu apliquei alguns. Agora é fácil eu falar, mas enquanto eu te tento dar conselhos idênticos aos que me deste, tu tentas submergir ainda mais a tua situação, sem perceber que tu tornas a tua vida mais negra com frases deprimentes e tristes que dizes. E tentar dar o passo em frente? e tentar sair do buraco negro? Tentar não falar disso, e deixar um bocado que os outros falem da felicidade que sentem. Se gostares de veres os teus amigos bem, de certeza que te vais alegrar um bocado, e vais começar a concentrar-te numa maneira de ser igual, desse modo largas essa ‘má onda’ e começas á procura da tua felicidade. Acho que não adianta perderes mais tempo com merdas. [Faz-te á estrada, tens uma vida pela frente, está na hora de continuares, e dares tempo ao tempo, porque esse é o único que te vai ajudar, e vai fazer com que isso fique para trás. Não te adianta procurar aqueles a que chamas de ‘verdadeiros amigos’, esses estão fartos de te tentar ajudar.]