"Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências, viver e ponto final."

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012


Não se trata de coragem nem de medo.
Há momentos que tememos dar aquele passo que irá fazer toda a diferença, que nos dará respostas certas ou erradas, positivas ou negativas. O receio são as respostas, é a insegurança de pisar o chão e também a incerteza do que será melhor: assentar os pés no chão, com calma, ou então atirarmo-nos de cabeça.
Para mim ‘assentar os pés no chão, com calma’ aparenta ser mais seguro porque temos, desde o inicio, noção do tamanho que terá a queda (no caso de fracassarmos), enquanto que atirarmo-nos de cabeça é um risco, porque não temos noção da queda, nem das consequências.
Tanto de uma maneira como de outra é arriscar, mas atirarmo-nos de cabeça é uma maneira mais radical de ‘avançar’. Pode ou não resultar, é como tudo.
A vida nunca nos deu certezas de nada para além da morte.
Da mesma maneira que estás de pé, podes estas estendida no chão, e ás vezes nem precisamos de muito. Basta-nos que qualquer coisa não aconteça como queremos ou como esperávamos que acontecesse. Ás vezes basta confiar.
A verdade é que isso tanto passa por ser uma solução ou por ser um golpe baixo, capaz de estragar o momento ou até mesmo tudo. É capaz de romper com a boa disposição, tirar-te o sorriso da cara e deixar-te completamente mal disposta.
Basta um bocadinho. Bastam cinco ou dez minutos. Estragar não demora nada, o que demora é mesmo revigorar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


A vida é mesmo assim, é um «vai e vem» .
Não te rebaixes porque alguma porta se fechou, pensa que enquanto uma se fecha uma outra se abre.
Inventaram isto assim. Tudo muito cruel? Não. faz parte da realidade.
Viver é cair e levantar. Tanto caímos por ter os atacadores desapertados, por tropeçar numa pedra, ou outra coisa qualquer. Na verdade é mais por não termos os pés bem assentes no chão.
Subimos de uma maneira tão descontrolada, deixamo-nos iludir por meras palavras e no final a queda é maior.
Acontece a qualquer um. Nenhum de nós está livre destas coisas. Todos nós perdemos, mas da mesma maneira que perdes podes, também, ganhar.
Sê real.
Ás vezes falta abrir os olhos. Não corras atrás daquilo que te parece ser o melhor. Ninguém te garante um final feliz, nem uma caminhada perfeita. Reza, para que ao menos em situações dessas te apercebas das coisas o mais rápido possível para que no máximo as possas remediar.
Mudar de rumo nunca fez mal a ninguém, aliás ás vezes é o que nos faz falta. E nunca é tarde para isso, aliás “mais vale tarde do que nunca”.
Não tenham medo de virar as costas a nada ou a ninguém. Se tiveres de levar um tiro também o levas enquanto estás virado de frente, a bala entra tanto por um lado como por outro.
Não, ninguém nos diz se estamos mais seguros de uma maneira ou de outra nós é que imaginamos. Simplesmente isso, temos uma vaga ideia. Se achas que o melhor para ti é de uma maneira, força não te acanhes. Trata de ti. Salvaguarda-te.
Não penses que tens ao teu lado um «anjo da guarda», esse ás vezes é o primeiro a dar-te uma pancada nas costas, e se for preciso deixar-te estendido no chão. Afinal de contas ele foi o primeiro a pisar-te e a passar-te em cima, de certeza que não se vai preocupar se alguém o irá fazer também.
Se sentires que deves virar as costas a alguma coisa, deixar para trás alguém deixa. Não te preocupes. Sê simpático e educado, só isso. Não precisamos de ser drásticos, sai á tua maneira, podes deixar ou não bilhete. Se quiseres avisar avisa mas sai se isso te parecer o melhor.
Nunca tenhas medo de dar um pontapé naquilo que te incomoda, porque se um dia for preciso podem fazer-te bem pior e tu morres ali.